
Já é habitual dizer-se que os Campeonatos da Europa são mais competitivos do que os Mundiais. Metade das equipas mas com qualidade muito mais equilibrada. Ou seja, Mundiais sem Argentina e Brasil - e Uruguai, acrescento, por uma questão de justiça histórica.
O Euro-2012 tem ainda outro ingrediente extra para aumentar as expectativas: entre as 16 selecções encontram-se TODAS as nove campeãs anteriores: Alemanha (3 vezes), Itália (1), Espanha (2), França (2), Holanda (1), Rússia (1 - URSS), República Checa (1 - Checolslováquia), Dinamarca (1), Grécia (1).
Ninguém se atreverá a negar que existem algumas selecções mais favoritas do que as outras, como sempre acontece. Espanha (campeã do Mundo e da Europa em título), Alemanha (vice-campeã europeia) e Holanda (vice-campeã do mundial), são unanimemente consideradas as teoricamente mais fortes. E, note-se, que alemães e holandeses encontram-se no grupo de Portugal. Da morte, portanto. Espera-se que não...
No entanto, os últimos Europeus deixaram bem claro que esta é uma prova de difícil antecipação. Não é por acaso que houve seis campeões diferentes nos últimos seis campeonatos- E entre aqueles, selecções como a Dinamarca (1992) e Grécia (2004), que não partiam (longe disso) como favoritos nas provas que conquistaram.
Teremos repetentes de grande fôlego destes últimos seis campeões, nomeadamente Alemanha, Espanha, França, Holanda ou haverá novidades? E o que poderão fazer equipas históricas como a Itália, apenas uma vez campeão, no longíquo ano de 1968? Ou a Rússia e a Checoslováquia, herdeiras de antigos campeões? Ou ainda vice-campeões relativamente recentes, como Portugal?
E, já agora, será a vez de brilharem selecções até agora sem presenças em finais na história dos Europeus: as da casa - Polónia e Ucrânia -, ou Inglaterra, Suécia, Irlanda e Croácia?
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