sexta-feira, 8 de junho de 2012

PORTUGAL, PORTUGAL, DE QUE É QUE ESTÁS À ESPERA?

Terminada a primeira jornada do grupo A, de A Leste (do Paraíso), com a Rússia a confirmar aquilo que escrevi ontem (sabe bem acertar umas coisitas de vez em quando, embora isto ainda esteja apenas a começar), está na hora da verdade para a Selecção Portuguesa.

A expressão de uma canção de Jorge Palma que dá título a este texto tem aqui um sentido bem diferente do da música. Aqui refere-se mais às expectativas dos portugueses em relação à sua equipa nacional de futebol para o jogo com a Alemanha, no seu arranque no Euro-2012.

Posso enganar-me muito ou estamos nesse particular no ponto certo: não esperamos nada de bom. Ora assim se as coisas correram mal não vai custar tanto. Isto pode parecer de um simplismo absurdo, mas são mais que muitos os exemplos da bondade passada de situações destas na história da Selecção. Quando parecemos por baixo, quase enterrados, é que nos arrebitam o brio e a genica.

Pode ser que esta seja a melhor forma da equipa portuguesa deitar mão da força de vontade para fazer frente à adversidade e ao pessimismo agora dominante, agravados pelas afirmações inflamadas de Manuel José e Carlos Queiróz.

Se alguma coisa pode acordar esta equipa e alguns dos seus ensonados jogadores são este tipo de expectativas e provocações. Se não for isto, nada será. E, arriscando-me a estar aqui amanhã por esta hora a dar o braço a torcer, acredito que os críticos e catastrofistas nacionais serão os grandes responsáveis por uma grande surpresa no segundo jogo do Grupo B, amanhã em Lviv.

Dava era jeito que o Paulo Bento ajudasse um pouco: João Pereira e Fábio Coentrão nunca simultâneamente; Miguel Veloso bem descansadinho no banco, acompanhado pelos três avançados-centro. Portugal a jogar com o meio-campo bem preenchido e Ronaldo e Nani bem soltos na frente a porem os duros rins dos defesas alemãs todos torcidos, lançados pelos passes teleguiados de Viana.

E se jogarem bem juntos a defender, totalmente empenhados e concentrados, capazes de lutar até ao fim, sem medo de assumir uma postura de contra-ataque que não signifique subjugação ou inferiorização, vocês verão se não vamos sair do jogo de amanhã como favoritos ao título, principalmente na boca dos agora amargurados e deprimidos adeptos portugueses.




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