domingo, 17 de junho de 2012

Num jogo tudo muda e a Grécia provou-o...outra vez

Tinha escrito no balanço da primeira jornada que tinha a certeza de que muita coisa mudaria até ao final da segunda ronda. Foi o que aconteceu. E o mesmo se aplica à terceira... Como aliás já começamos ver, com a chocante eliminação da Rússia, uma das equipas que melhor futebol apresentara até ao momento.

Mas vamos por partes.

A segunda jornada virou muita coisa do avesso: desde logo, a Rep. Checa que fora esmagada pela Rússia no primeiro jogo e que, por isso, teve direito a precoce guia de marcha por parte da maioria dos analistas, deu a volta ao texto e mercê do trabalho excepcional de duas das revelações do Euro, Pilar e Jiracek, bateu a Grécia, colocando-se em posição de discutir o apuramento (entretanto confirmado com nova vitória, com que afastou um dos organizadores, a Polónia).

No grupo B, foi Portugal que pintou a manta: venceu, num dos melhores jogos do Euro, a Dinamarca e passou a ser segundo da sua série, portanto com boas possibilidades de chegar aos quartos. Mas disso falaremos mais tarde...

O grupo C é o que menos agitação tem proporcionado, em resultado da presença da Rep. Irlanda que é de outro campeonato: o que Platini inventou para o Euro-2016, com 24 equipas, e que enfraquecerá imenso uma prova até hoje marcada pelo equilíbrio. Mesmo assim a Croácia surpreendeu ao manter-se na luta, empatando com muita classe uma Itália (quase) sempre vítima da sua própria mentalidade.

Finalmente, no grupo D a Inglaterra mudou a sua sorte, ao vencer a Suécia noutro dos grandes jogos até ao momento, enquanto a França pôs a Ucrânia com um pé fora do seu campeonato. Mas como ontem provaram, mais uma vez, a Grécia e a Rep. Checa, num jogo tudo pode acontecer e aos ucranianos basta vencerem os ingleses para ocuparam a "sua" vaga.

À luz desta ideia, e destas contas, cuidem-se pois alemães, espanhóis, franceses e todos os outros a quem basta um empate para passarem, porque num instante tudo muda e quando derem por ela podem estar a fazer as malas para uma viagem de regresso que todos temem.



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